Páginas da Vida: muitas histórias, nada para comentar.
As novelas são um excelente meio de diversão e de divulgação de informação à população e, em absoluto posso concordar com aqueles que torcem o nariz para o seu conteúdo, orgulhando-se em afirmar “não vejo estas bobagens”.
Entendo, ademais, que como magistrado devo estar conectado ao que acontece ao meu redor, e a grande mÃdia não pode ser desprezada sejam novelas, Big Brother ou o Ratinho.
Aliás situações ocorridas em novelas ou assemelhados já foram utilizados por diversas vezes para exemplificar direitos, como por exemplo no nosso artigo anterior ou em diversos outros, que se encontram ainda arquivados no blogger, como sobre o trabalho em condições análogas a de escravo na minissérie Amazônia, ou mesmo em relação à pretensão de uma das participantes do Big Brother Brasil 7 de ser JuÃza do Trabalho.
Digo isso porque acompanho a novela das 21h e estou completamente decepcionado com o seu conteúdo. A proposta ambiciosa de abordar vários assuntos polêmicos ao mesmo tempo, provocando uma discussão da população falhou monumentalmente neste folhetim.
Temas sérios e preocupantes como alcoolismo, anorexia, preconceito racial ou SÃndrome de Down são simplesmente pincelados sem a preocupação de profundidade e, quando se cogita de alguma conversa mais séria e fecunda sobre os temas, soa tão artificial quanto uma propaganda governamental na Hora do Brasil.
Noticia-se que Manoel Carlos prepara, aproveitando a hype história do homicÃdio do milionário da MegaSena, uma paródia, para ser vivida pela personagem de Danielle Winits e com o gaúcho José VÃtor Castiel.
No capÃtulo de hoje do dia 09/02, no entanto, a novela chegou ao fundo do poço ao buscar promoção em cima da tragédia que foi a morte do menino João Hélio Fernandes Vieites.
Não nos opomos a que a notÃcia seja amplamente e divulgada, principalmente para conscientizar a população da violência crescente. Entretanto não em uma peça de ficção e voltada ao mero lazer.
Aliás muito bonita e comovente a homenagem prestada à criança no sÃtio Tipos.
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February 11th, 2007 at 5:24 am
Oi Jorge!
De fato o Manoel Carlos, costumavar se diferenciar pela profundidade… ele realmente aderiu a uma especie de banalização do formato… não é pq é novela que tem que se multiplicar quadros sem a menor necessidade, ao sabor de conveniências da globo… eu via nele um autor diferenciado… acredito que o Jaime Monjardim tem uma parcela de culpa nisso… atualmente a novela está muito feita à quatro mãos… e o diretor sem dúvida está influenciando muito na perda de qualidade do roteiro…