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Galo típio português

Como eu já referi antes estou em processo de mudança no nosso blog e, portanto, estou comprometido, comigo mesmo, em proceder mais nas alterações estruturais, tanto no sítio antigo como no novo, para permitir que esta transição seja bem sucedida.

Não é um trabalho pequeno, mas também não está tão atrasado assim para quem quer entregá-lo pronto em meados de fevereiro.

Todavia alguns ruídos que me vêm de Portugal através de alguns blogs lusitanos que assino me fizeram dar uma parada para ver o que está ocorrendo por lá.

Inicialmente já tenho que informar que não é fácil apreender o conteúdo dos blogs portugueses do mesmo modo que os nossos. A sua forma de escrita é de uma densidade que se não estou de terno e gravata quando os leio já me sinto constrangido.

Um dos que acompanho com maior atenção é o Grande Loja do Queijo Limiano que, apesar do nome curioso, demonstra uma grande seriedade de conteúdo. Lá, como cá, se debate o poder dos blogs e as conseqüências do que é neles dito na esfera pública e privada. Isso lhe levou a produzir uma colagem ironizando uma pretensa caça às bruxas que estaria ocorrendo em Portugal em relação aos blogueiros, ao mesmo tempo em que autoridades declaram publicamente que não tem qualquer interesse no que é produzito por tal mídia.

Uma coisa puxa a outra e, de link em link, fiquei sabendo que no dia 11 de fevereiro se realizará no país um referendo acerca da legalização do aborto, havendo uma intensa mobilização da blogosfera portuguesa ao seu redor, alguns defendendo o não, outros o sim, mas todos embuídos do espírito de esclarecer os eleitores.

Nós aqui na ex-colônia parece que estamos em outro caminho, deferindo a proteção de direitos ao nascituro além da mera meação de sua herança prevista desde o Direito Romano. Mas isso é assunto para um artigo destacado.

Não deixa de ser melancólico. Os países europeus têm uma taxa de natalidade já extremamente baixa, ao mesmo tempo em que estão sendo diuturnamente ocupados por imigrantes, oriundos de países pobres e subdesenvolvidos e com taxas de fertilidade assombrosamente alta.

Neste ritmo em breve teremos a extinção voluntária dos nativos daquele continente, cujos espécimes remanescentes serão encontrados, e agora já miscigenados, no nosso Novo Mundo.